TRATAMENTOS >> Transtorno de ansiedade em crianças e adolescentes


Ansiedade e preocupações fazem parte da vida de qualquer adulto, sem que necessariamente precise de intervenção médica ou psicoterapêutica.

Dentro de um certo limite, a ansiedade é útil e adaptativa, já que nos permite estar em alerta e reconhecer uma situação de perigo, e com isso nos matem mais preparados para enfrentar uma série de desafios do dia-a-dia.

No entanto, quando esses níveis de ansiedade comprometem as atividades diárias, estamos nos referindo à ansiedade patológica, que deve ser tratada.

Quando identificamos que essa ansiedade foge ao nosso controle é o momento certo de buscar ajuda profissional.

Cerca de 30% das crianças e jovens sofrem de preocupação excessiva, mas isso nem sempre é verbalizado. Na grande maioria dos casos o transtorno de ansiedade é exteriorizado através de queixas físicas da parte da criança ou adolescente, como por exemplo dores de barriga, enjôo, distração ou irritabilidade.

Também pode ser percebido pelos pais através de comportamentos de evitação, como por exemplo, não querer frequentar à escola e cursos, não demonstrar vontade de encontrar os amigos, evitar situções de reuniões familiares dentre outras.

Durante muito tempo os transtornos de ansiedade foram subdiagnosticados em crianças e adolescentes, em parte porque quanto menor for a idade da criança, menor é a probabilidade de a ouvirmos expressar palavras como “preocupação” ou “nervosismo”.

Felizmente, os técnicos de saúde mental e os clínicos em geral estão hoje mais atentos ao reconhecimento destas perturbações.