O ESTRESSE

Fato #1: “O estresse causa doenças”

O estresse abala o Sistema Imunológico e permite que males psicossomáticos (manifestações físicas de transtornos mentais) se desenvolvam no organismo. A incidência desses males na população cresce de acordo com o aumento da população dos grandes centros urbanos. Pessoas vulneráveis (maior nível de labilidade do Sistema Nervoso Autônomo) são as mais afetadas.

Fato #2: “O estresse causa transtornos mentais”

A ansiedade crônica pode alimentar, desencadear ou manter transtornos fóbicos, alimentares, obsessivos-compulsivos e síndrome do pânico.

Fato #3: “O estresse causa perda de memória”

Quando liberado desreguladamente, o hormônio cortisol tranforma-se em uma toxina que ataca as células do cérebro. A perda de neurônios causa danos irreversíveis à memória e ao raciocínio.

Fato #4: “O estresse causa diabetes e obesidade”

O organismo queima reservas de açúcar durante períodos de estresse. A longo prazo, os altos níveis de glicose no sangue afetam o metabolismo.

Fato #5: “O estresse causa úlceras e gastrite”

A mucosa do intestino fica vulnerável ao aparecimento de úlceras; o excesso de suco gástrico pode provocar gastrite.

Fato #6: “O estresse causa enfartos e doenças cardiovasculares”

A taquicardia pode levar ao colapso do coração, e a alta pressão arterial resultante danifica os vasos sanguíneos.

Mito #1: “Apenas traumas emocionais e situações de risco são capazes de gerar estresse”

Enquanto o estresse agudo (terror, desespero) é fruto de picos emocionais, o estresse crônico (ansiedade, irritação) desenvolve-se ao longo de anos sem que a vítima possa saber quando e onde começou. Os estímulos ansiogênicos do cotidiano moderno – as pressões sociais, aflições urbanas, poluição sensorial e agressividade nas relações interpessoais – transformam o organismo de forma lenta e degenerativa.

Mito #2: “O estresse pode ser erradicado com remédios”

Psiquiatras unanimamente contra-indicam o uso de medicamentos sem acompanhamento psicológico. O tratamento indiscriminado à base de remédios acarreta riscos como a dependência, recaídas agudas, dores residuais e aumento de peso.

Mito #3: “O estresse pode ser erradicado com distração e relaxamento”

Muitos casos de estresse têm raízes em distorções cognitivas (pensamentos catastróficos que geram respostas de ansiedade). A não ser que essas percepções sejam corrigidas ao mesmo tempo que os sintomas fisiológicos, o problema persistirá por toda a vida do paciente.

Os níveis de estresse na população brasileira estão 50% mais elevados do que há quarenta anos.

Pelo menos 90% da população adulta dos Estados Unidos afirma já ter sofrido de altos níveis de estresse.

Metade desse número diz experimentar os sintomas uma ou duas vezes por semana.

A Organização Mundial de Saúde descreveu o estresse como a maior epidemia mundial do século XX.

Mito #4: “É impossível viver totalmente livre de estresse”

O indivíduo que aprende a regular sua ansiedade como função fisiológica – da mesma forma que regula a respiração – está permanentemente livre do estresse e das medidas paliativas que trazem alívio temporário.

Solução:

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) age sobre a mecânica de causa-e-efeito por trás do estresse. Ela também ensina o paciente a entender esse processo, para que ele mesmo possa executa-lo sem a ajuda do terapeuta.

Munido de técnicas de relaxamento e manejo do estresse, a pessoa desenvolve capacidade para controlar suas respostas fisiológicas de ansiedade, melhorando sua auto-crítica e reestruturando suas distorções cognitivas. O paciente responde de uma forma rápida e incisiva ao programa de tratamento.

O caráter universal do estresse como força primária por trás de inúmeros males mentais do século XXI só foi recentemente admitido. A terapia cognitivo-comportamental é a resposta da psicologia a esse novo paradigma.